Ação Projetual: Museu Nacional

Horto Botânico, Quinta da Boa Vista,  Rio de Janeiro.

Desde 2018

No dia 2 setembro de 2018 um incêndio de grandes proporções acometeu o Museu Nacional devastando grande parte da sua estrutura e acervo. Localizado na Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristovão no Rio de Janeiro, o Museu é uma das instituições científicas mais antigas do país e uma das mais importantes do mundo. Como membro docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a arquiteta Marina Correia coordenou equipes de alunos para a elaboração de três projetos em apoio ao processo de restabelecimento do Museu Nacional e valorização de seu legado.

 

A obra de reforma do novo espaço para Biblioteca Francisca Keller foi iniciada em 2019 e aguarda a finalização da reforma do edifício da Biblioteca Central (onde está situada) para ser concluída. Os projetos Pavilhão de Laboratórios e Centro de Visitantes foram entregues a direção do Museu Nacional em 2019 e aguardam encaminhamento.

 

1. Biblioteca Francisca Keller - Programa de Pós-Graduação do Museu Nacional (PPGAS)

A Biblioteca Francisca Keller (BFK) faz parte do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) do Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Antes do incêndio, era considerada uma das mais importantes bibliotecas de ciências sociais do Brasil e da América Latina, abrigando um inestimável acerto de cerca de 37.000 volumes. O projeto para a biblioteca busca atender à demanda emergencial de reconstrução da BFK no edifício da Biblioteca Central no Horto Botânico, tanto nas suas funções de acervo, consulta e administração, quanto em sua esfera de convívio, com espaços de encontro e núcleo de interação da comunidade do PPGAS e de todo o Museu Nacional.

 

O projeto, elaborado em duas etapas, propõe uma estrutura metálica modular que compõe as estantes de livros e uma marquise. A primeira etapa compreende a ocupação da sala 37 (108m²) e de sua varanda (35m²) e possui capacidade para 22.300 livros, 24 alunos e 06 funcionários. A segunda etapa prevê a obra de expansão do edifício da Biblioteca Central e a ocupação da sala 38 (318m²), ao lado da sala 37 e possui capacidade para 59.000 livros, 60 alunos e 08 funcionários. Nessa etapa, propõe-se o desenho da marquise para além do interior da biblioteca, a qual se expande até um edifício em ruínas compondo uma área externa com espaços de encontro, estudo e exposição.

 

Os professores Carlos Fausto, Federico Neibug, Olívia Cunha e a bibliotecária Dulce Carvalho integraram a comissão de reconstrução da Biblioteca em 2019 e ativaram, junto a Associação de Amigos do Museu Nacional um processo de captação de recursos que resultou na arrecadação de 220 mil reais para a realização da obra.

Equipe: Arq. Marina Correia (coordenadora), Arq. Miriam Lins e alunos da graduação da FAUUFRJ: Amanda Evelyn, Ana Beatriz Totti, Arthur Frensch, Betina Albrecht, Bruno Kraemer, Esther Cunha, Fernanda Bravo, Gabriela Cândido, Gabriela Casal, João Polo Boetger de Oliveira, Leandro Silva, Luiza Voss, Mariana Cruz, Murilo Nogueira, Rafael Acampora, Victor de Lima Gonzaga e Vitoria Cristina Maia Fernandes.

2. Pavilhão de Laboratórios - direção do Museu Nacional

O projeto de reforma para o Pavilhão Bertha Lutz tem o intuito de viabilizar a implantação de novos laboratórios de pesquisa de diferentes departamentos do Museu Nacional. Buscou-se conciliar todas as demandas espaciais em um projeto único por meio da adequação de um edifício existente no Horto Botânico. O gesto projetual define-se pela abertura de dois eixos principais no edifício, um longitudinal de acesso principal e outro transversal multiuso. O principal objetivo foi integrar o edifício existente à paisagem exterior e criar melhores condições de circulação e ventilação.

Equipe: Arq. Marina Correia (coordenadora) e alunos da graduação da FAUUFRJ: Ana Beatriz Totti, Arthur Frensch, Fernanda Bravo, Luiza Voss e Mariana Cruz.

3. Centro de Visitantes do Horto Botânico -  direção do Museu Nacional

O projeto para o Centro de Visitantes consiste na elaboração de um diagnóstico e plano de intervenções preliminar para o Horto Botânico, a fim de possibilitar a criação de um percurso expositivo-educativo para visitação. O percurso é dividido em seis momentos: Horto Leste, Horto Central Sul, Horto Central Norte, Baixo Horto, Horto Norte e Horto Oeste. Para cada um desses propõe-se intervenções para readequação e melhoria dos espaços que compõem o Percurso Educativo.

 

Horto Leste: reforma da cantina; nova área de apoio à manutenção; nova portaria; readequação de um edifício desativado para um novo espaço expositivo; integração visual e intervenção paisagística.

Horto Central Sul: reforma do acesso horto leste; apoio a revitalização da área de restinga; intervenção paisagística; restauração de edificações existentes para novo espaço expositivo e nova área de estufa e restauro das fachadas das edificações.

Horto Central Norte: nova praça Prof. Luiz Emygdio de Mello Filho e readequação de edificação existente; intervenção paisagística.

Baixo Horto: restauro e readequação da Casa de Pteridófitas para um novo espaço expositivo; restauro da caixa d’água histórica e novo espaço de plantio educativo.

Horto Norte: intervenção paisagística para criação da nova área expositiva exterior.

Horto Oeste: restauro e reforma de edificação existente e reforma da portaria.

 

O levantamento cartográfico da Quinta da Boa Vista, feito durante o processo inicial do projeto, foi fundamental para a elaboração da proposta. A partir dele as condições espaciais e as dinâmicas territoriais da Quinta da Boa Vista emergiram por meio do desenho.

 

Equipe: Arq. Marina Correia (coordenadora) e alunos da graduação da FAUUFRJ: Arthur Frensch, Bruno Kraemer, Fernanda Bravo, Gabriela Casal e Mariana Cruz.