Lina Bo Bardi 100
Brazil's Alternative Path to Modernism

Arquitetura Expositiva
13 de novembro 2014 – 22 de fevereiro 2015

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Publicação: Lina Bo Bardi in the Present: On the Conception of the Exhibition

Published in 2014 in the Exhibition Catalogue. 

Comunicar o espírito dos trabalhos de Lina Bo Bardi na Pinakothek der Moderne em Munique começa como um processo de tradução. O diálogo entre dois momentos diferentes e duas culturas muito distintas é uma oportunidade para estabelecer um vínculo entre uma arquitetura que fala sobre os modos de viver, além da forma arquitetônica, e o público do museu, livre para encontrar os trabalhos da arquiteta sem precedentes culturais comuns. O Museu de Arquitetura da Universidade Técnica de Munique, inserido na Pinakothek der Moderne, apresenta essa exposição como parte de uma narrativa que aproxima os discursos arquitetônicos à sua dimensão social. Lina Bo Bardi 100: Brazil’s Alternative Path to Modernism (o caminho alternativo do Brasil ao modernismo) aparece ao lado de uma série de exposições de Andres Lepik (Small Scale, Big Change: New Architectures of Social Engagement; Afritecture: Building Social Change; The Good Cause: Architecture of Peace—Divided Cities) que compõem uma iniciativa de transformação social e mobilização. A instalação foi inserida em três galerias longitudinais da Pinakothek der Moderne de modo a intensificar suas qualidades espaciais: uma linearidade sequencial de escala monumental, marcada pelo grande pé-direito e portas-portais de cinco metros de altura. O conteúdo da exposição é organizado cronologicamente e apresentado como um percurso, através de novas separações e transições espaciais. Estas inserções enfatizam a distinção entre o temporário e o invólucro do edifício receptor. As paredes não se tocam. Essa separação é reforçada pelo contraste material: paredes leves de papel suspensas e paredes densas sobre o chão de Y-tong empilhado. A arquitetura de uma exposição sobre arquitetura coloca o desafio de um conteúdo autorreferente: arquitetura sobre arquitetura. O desafio paralisante de projetar um espaço para receber o trabalho, tão admirado, de Lina Bo Bardi é equilibrado pela necessidade de reagir à arquitetura da Pinakothek. O desaparecimento da arquitetura como um pano de fundo que serve o conteúdo exposto, pode ser visto em oposição à expressividade e especificidade de um determinado local e a criação de uma experiência espacial distinta. O design da exposição Lina Bo Bardi 100 é uma mediação entre essas duas intenções: potencializar e priorizar a apreensão do conteúdo exposto, sem que a arquitetura receptora (permanente e temporária) perca sua própria aura, que ancora a exposição em um presente histórico determinado.

Communicating the spirit of Lina Bo Bardi's work at Pinakothek der Moderne in Munich begins as a process of translation. The dialogue between two different moments and two very different cultures is an opportunity to establish a link between an architecture that talks about ways of living, in addition to the architectural form, and the museum's audience free to encounter the architect's works without common cultural precedents. The Architecture Museum of the Technical University of Munich, located inside the Pinakothek der Moderne, presents this exhibition as part of a narrative that brings architectural discourses closer to their social dimension. Lina Bo Bardi 100: Brazil's Alternative Path to Modernism appears next to a series of exhibitions by Andres Lepik (Small Scale, Big Change: New Architectures of Social Engagement; Afritecture: Building Social Change; The Good Cause: Architecture of Peace — Divided Cities) that make up an initiative for social transformation and mobilization. The installation was inserted in three longitudinal galleries of the Pinakothek in order to intensify its spatial qualities: a sequential linearity of monumental scale, marked by great ceiling height and doors (portals) of five meters in height. The content of the exhibition is organized chronologically and presented as a path, accross new spatial separations and transitions. These inserts emphasize the distinction between the temporary and the receiving building. The walls don't touch. This separation is reinforced by a material contrast: light hanging paper walls and dense Y-tong walls free-standing and stacked on floor. The architecture of an architecture exhibition poses the challenge of self-referential content: architecture about architecture. The paralyzing challenge of designing a space to receive the so admired work of Lina Bo Bardi is balanced by the need to react to the Pinakothek's architecture. The disappearance of architecture as a background that serves the exposed content, can be seen in opposition to the expressiveness and specificity of a given location and the creation of a distinct spatial experience. The design of the exhibition is a mediation between these two intentions: to enhance and prioritize the apprehension of the exposed content without the receiving architecture (permanent and temporary) losing its own aura, which anchors the exhibition in a determined historical present.

Arquitetura: Marina Correia

Colaborador: Fernando Lage 

Cliente: Architektur Museum der TU München

Curadoria: Simone Bader e Andres Lepik

Localização: Pinakothek der Moderne, Munique, Alemanha

Design Gráfico: Ana Marinin e Marina Correia

Wall Writing: Juliane Kownatzki (Coordination) Elisabeth Bauer, Andreas Gallasch, Christin Kummerer e Kathrin Marx.

Colaborador: Andre Pereira

Fotografias: Architecture Museum TU München e Marina Correia